09 – Os Mutantes – Os Mutantes (1968)

fevereiro 19, 2010

Formada no de 1966 em São Paulo por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais), Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais) onde mais tarde passariam a integrar a banda também o baixista Lirinha e o baterista Dinho Leme.

A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro, sendo filhos legítimos do Tropicalismo apresentaram com irreverência um som inovador, mesclando o rock and roll com elementos musicais temáticos brasileiros. Com esta receita Os Mutantes trouxeram originalidade para o cenário nacional, graças ao pioneirismo de Arnaldo, Sérgio e Rita.

1. “Panis et Circenses” (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
2. “A Minha Menina” (Jorge Ben)
3. “O Relógio” (Os Mutantes)
4. “Adeus Maria Fulô” (Humberto Teixeira/Sivuca)
5. “Baby” (Caetano Veloso)
6. “Senhor F” (Os Mutantes)
7. “Bat Macumba” (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
8. “Le Premier Bonheur du Jour” (Jean Renard/Frank Gerald)
9. “Trem Fantasma” (Caetano Veloso/Os Mutantes)
10. “Tempo no Tempo” (John Philips)
11. “Ave Gengis Khan” (Os Mutantes)

10 – Caetano Veloso – Transas (1972)

fevereiro 19, 2010

Gravado em 1971 enquanto Caetano estava exilado em Londres, Transa foi concebido quando o cantor foi convidado pelos militares brasileiros para fazer uma canção nacionalista sobre a rodovia Transamazônica. Lançado no ano seguinte no Brasil, o álbum traz em sua maioria composições em inglês, com arranjos caprichados que viajam entre os ritmos brasileiros ao reggae e ao folk. Destaque para “Nine Out Of Ten”, música que Caetano considera uma das suas melhores composições em inglês.

Ficha Técnica
Ano – 1972
Gênero – MPB
Gravadora – Polygram

Faixas
1 – You Don’t Know Me
2 – Nine Out Of Ten
3 – Triste Bahia
4 – It’s a Long Way
5 – Mora na Filosofia
6 – Neolithic Man
7 – Nostalgia (That’s What Rock’n Roll is All About)

11 – Elis & Tom (1964)

fevereiro 19, 2010

Faixas:
1 Águas de Março
2 Pois é
3 Só Tinha de ser com Você
4 Modinha
5 Triste
6 Corcovado
7 O que Tinha de Ser
8 Retrato em Branco e Preto
9 Brigas, Nunca Mais
10 Por Toda a Minha Vida
11 Fotografia
12 Soneto da Separação
13 Chovendo na Roseira
14 Inútil Paisagem

12 – Raul Seixas – Krig-ha, bandolo! (1973)

janeiro 29, 2010


Este foi o primeiro LP solo de Raul Seixas. “Krig-Ha, Bandolo!” é o grito de guerra do Tarzan e significa “Cuidado, aí vem o inimigo!”.

Gravado em 1973, o álbum traz os primeiros frutos da parceria de Raul com Paulo Coelho, como por exemplo as faixas “Al Capone”, “Cachorro Urubu” e “A Hora do Trem Passar”. Mas, sem dúvida, as músicas que fizeram sucesso e o fizeram conhecido por todo o Brasil foram aquelas compostas somente por Raulzito, como “Ouro de Tolo e “Metamorfose Ambulante”.

  1. “Introdução” (Raul Seixas, aos 9 anos, cantando “Good Rockin’ Tonight”)
  2. “Mosca na Sopa” – (Raul Seixas)
  3. “Metamorfose Ambulante” – (Raul Seixas)
  4. “Dentadura Postiça” – (Raul Seixas)
  5. “As Minas do Rei Salomão” – (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  6. “A Hora do Trem Passar” – (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  7. “Al Capone” – (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  8. “How Could I Know” – (Raul Seixas)
  9. “Rockixe” – (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  10. “Cachorro Urubu” – (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  11. “Ouro de Tolo” – (Raul Seixas)



13 – Chico Science – Da Lama Ao Caos (1994)

janeiro 29, 2010

Com vocês os criadores do último grande movimento da música brasileira o ‘Manguebeat’, movimento nascido nos mangues de Recife. Único bioma apresentado nos cinco continentes e conhecido como berçário de varias espécies devido a oferta de alimentos.

O mangue também é responsável pela principal atividade económica da periferia da capital pernabucana. Ilustrado por uma antena parabólica fincada na lama o maguebeat mistura rock, maracatu, funk, rap, com consciência de preservação dos lamaçais e inclusão cultural.

Antigamente os mangues eram habitados por tribos indígenas, com tempo vieram os Kilombos e por fim as favelas composta pela maiorias de negros. O disco traz canções de alto teor social num rítmo diferenciado, exaltando personagens da cultura nordestina e a necessidade de preservação dos manguesais.

A banda tinha nos vocais Chico Science um dos criadores do manifesto caranqueijos com cérebro junto com a banda Mundo Livre/SA. Baixem a vontade este marco da cultura afro brasileira que representa em forma de música a história e as obrigações de um povo em relação ao ambiente que o cerca.

1-Monólogo ao Pé do ouvido
2-Banditismo por uma questão de classe
3-Rios pontes e overdrives
4-A cidade
5-A Praiera
7-Samba Makossa
8-Da lama aos caos
9-Maracatu de tiro certeiro
10-Salustiano song
11-Atene-se
12-Risoflora
13-Computadores fazem arte
14-Côco Dub

14 – Racionais Mc’s – Sobrevivendo No Inferno (1998)

janeiro 29, 2010

O ano de 1997 já estava chegando ao final. São Paulo e o Brasil ainda amargavam títulos como o terceiro maior índice de homicídios das Américas e uma taxa de desemprego entre jovens da periferia que passava dos 30%.

Um habitante do bairro paulistano do Capão Redondo chegava a ter 12 vezes mais chances de ser assassinado do que um morador de outra parte da cidade. Um cenário não muito diferente do que já existia há um bom tempo, mas, em novembro daquele ano, pessoas distantes desse universo se dirigiram para o lado mais concreto desses números.

A razão disso está, quase literalmente, numa explosão: de uma hora para outra, milhões se voltaram para um registro chamado “Sobrevivendo no inferno”, dos Racionais MC’s.

Já fazia quase dez anos que o maior nome do hip hop no Brasil existia. Esse já era o terceiro disco da carreira, e o grupo, idolatrado na periferia de São Paulo há alguns anos, mas, de repente, mídia, acadêmicos, músicos, gente bem-nascida e desavisados descobriram o que Mano Brown, Edy Rock, Ice Blue e KL Jay tinham para dizer.

Foi preciso o fenômeno de 200 mil discos vendidos em apenas um mês (um número que mais tarde ultrapassaria a barreira de 1 milhão) para ganharem evidência as letras sobre a rotina de violência em bairros pobres da zona sul de São Paulo, vinda da polícia ou do caminho do crime escolhido por alguns jovens dessa região.
Não havia uma embalagem bem-feita ou faixas que trariam conforto e alegria ao ouvinte, com intuito de arranjar um espaço no mercado musical de então. A capa, o título e os climas das músicas mostravam um relato sombrio da vida na periferia paulistana.

A música, no entanto, que fisgou quem ainda não tinha parado para escutar os Racionais foi “Diário de um detento”. Co-escrita por Josemir Prado, o Jocenir, um ex-detento do Complexo do Carandiru, a faixa conta os dias que antecederam e o próprio momento do massacre dos 111 presos, na época completados cinco anos do ocorrido, sem deixar espaço para o evento entrar em processo de esquecimento. Jocenir depois escreveria um livro sobre a experiência na cadeia.

A base climática e o clima de suspense por trás da narração de Mano Brown em mais de sete minutos de música se tornaram onipresentes em boa parte de 1998 (quando o disco realmente estourou).
Mesmo com o sucesso no “mainstream”, a periferia abraçou ainda mais os Racionais, e a coisa mais comum era um carro passar com “Diário de um detento” no último volume.

Faixas:

01 – Jorge Da Capadócia
02 – Gênesis (Intro)
03 – Capítulo 4, Versículo 3
04 – To Ouvindo Alguém Me Chamar
05 – Rapaz Comum
06 – …
07 – Diário De Um Detento
08 – Periferia É Periferia
09 – Qual Mentira Vou Acreditar
10 – Mágico De Oz
11 – Fórmula Mágica Da Paz
12 – Salve

15 – Jorge Ben – Samba Esquema Novo (1963)

janeiro 29, 2010
Samba Esquema Novo é um clássico da música brasileira, que reflete em suas músicas seu sugestivo título. Jorge Ben de fato criou um novo esquema para o samba e deu ao ritmo brasileiro uma nova roupagem, inovadora, e que se tornou característica da música deste carioca de Madureira, criado no Catumbi.

Logo na primeira faixa, Jorge se apresenta com um sonoro “mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar”. E daí para frente, do início ao fim, só pérola.

Faixas:

01 – mas, que nada!

02 – tim, dom, dom
03 – balanca pema
04 – vem, morena, vem
05 – chove, chuva
06 – e so sambar
07 – rosa, menina rosa
08 – quero esquecer voce
09 – uala, ualala
10 – a tamba
11 – menina bonita nao chora

12 – por causa de voce, menina

16 – Rita Lee & Tutti Frutti – Fruto Proibido (1975)

janeiro 28, 2010

Sem Lenço, sem documento e depois de algumas formações e tentativas, em 1973 Rita Lee ao lado dos irmãos Luiz e Carlos Carlini, formaram o Tutti Frutti.

“Fruto Proibido” é o segundo álbum lançado em 1975 por Rita Lee & Tutti Frutti, nada a ver com o som climático e exageradamente elaborado que os mutantes estavam fazendo, e que lhes levaram ao fracasso comercial.

Ao contrário “Fruto Proibido” é um disco clássico do rock nacional, com rock simples sem ser simplista e direto sem ser grudento, trouxe músicas como “Agora Só Falta Você” e “Esse Tal de Roque Enrow” (letra excelente de Paulo Coelho), porém o grande sucesso do disco foi a balada “Ovelha Negra”, autêntico manifesto da geração dos inícios dos anos 70.

Este é um dos poucos discos de rock brasileiro em que TODAS as faixas são muito boas, para não dizer excelentes, não atente apenas para os hits conhecidos. Atenção para faixas como “Fruto Proibido” e “Pirataria”, pouco comentadas mas com uma pegada de rock poucas vezes vistas na carreira da cantora e do rock nacional.

À época, o LP vendeu 200 mil cópias, recorde de vendas para um disco de rock brasileiro. O LP foi eleito pela revista Rolling Stone como o 16º melhor disco brasileiro de todos os tempos. Imperdível!

1. Dançar Pra Não Dançar
(Rita Lee)
2. Agora Só Falta Você
(Rita Lee / Luis Carlini)
3. Cartão Postal
(Rita Lee / Paulo Coelho)
4. Fruto Proibido
(Rita Lee)
5. Esse Tal de Roque Enrow
(Rita Lee / Paulo Coelho)
6. O Toque
(Rita Lee / Paulo Coelho)
7. Pirataria
(Rita Lee / Lee Marcucci)
8. Luz Del Fuego
(Rita Lee)
9. Ovelha Negra
(Rita Lee)

Produtor: Andy Mills
Assistente de Produção: Otávio Augusto
Técnicos de gravação: Flávio Agusto e Luis Carlos Baptista
Técnico de Mixagem: Luis Carlos Baptista
Gravado no Estúdio Eldorado – São Paulo – Abril 75
Arranjos: Rita Lee & Tutti-Frutti
Arranjos vocais: Rita Lee
Guitarras: solo/base/slide/violão acústico/gaita/vocal em: “Agora Só Falta Você”: Luis Sérgio Carlini
Contra-Baixo/Cowbell: Lee Marcucci
Bateria/Percussão: Franklin Paolillo
Piano/Clavinet: Guilherme S. Bueno
Violão Acúsctico/Synthetizer: Rita Lee
Vocais: Rubens e Gilberto Nardo
Arte: Kelio
Foto: Meca

17 – Tim Maia – Racional Vol. 1(1976)

janeiro 27, 2010
tim_maia_racional

Ele abre com “Imunização Racional”, em que canta a “beleza que é sentir a natureza/ ter certeza pra onde vai e de onde vem/ (…)que beleza é saber seu nome/ sua origem, seu passado e seu futuro”. O ritmo é quase um reggae, ponteado por um sinuoso baixo funky, entrecortado por uma guitarra wah-wah tímida, flautas e excelentes backing vocals, puxados pelo próprio Tim.

Em “O Grão Mestre Varonil”, ele saúda, a capella, Manoel Jacintho Coelho, divulgador da seita e tido como “o maior homem do mundo” pois “semeou o conhecimento”. Seguida da densa e dramática “Bom Senso”, que mostra todo o instrumental assustador que Tim arranja. Deixa a banda comer o suingue solto e brada o vozeirão, falando: “Leia o livro Universo em desencanto. Não perca tempo”.

Antes da próxima música, ele canta sozinho, um trecho de “Energia Racional”, que volta inteira no próximo disco. “Leia o livro Universo em Desencanto” (sim, o disco é obcecado pelo tema), Tim guarda o funk no armário e solta todo o soul que sua cachola consegue ferver. Barry White e Marvin Gaye nos anos 70, mordam-se de inveja! Em “Leia o Livro…”, Tim desliza com graça, com seu gogó de tenor que é justamente o meio-termo entre o grave de White e o agudo de Gaye. Cordas e metais dão um veludo especial a este que é um dos melhores momentos da carreira de Tim Maia.

Em “Contacto com o Mundo Racional”, ele volta a nos surpreender, seja no instrumental (um blues com violões acústicos soltando acordes leves e solos discretos), como no vocal (em que afina seu gogó e capricha um falsete de arrepiar o mais frio dos brancos). Em “Universo em Desencanto”, ele tenta, em vão, explicar toda a teoria do livro, descrevendo as eras da criação, de onde viemos, pra onde vamos. Musicalmente, nos convida para um samba colorido de funk, mostrando que seu conceito de black music abrange as Américas do Norte, Central e do Sul. “Leia o livro/ Vai saber/ O que realmente/ É viver”, canta com tanta empolgação que, como um amigo meu diz, dá vontade de comprar e ler o tal livro, “A lição foi mal passada/ Quem aprendeu não sabe nada/ (…) Disseram que sabiam das coisas, mas no entanto não sabem coisa nenhuma/ Pura Inconsciência/ (…) É pra já/ É coisa linda/ É pra agora/ Vamos entrar em contato/ Com os nossos irmãos puros limpos e perfeitos/ Eternos do supermundo/ Da planície Racional/ Leia o livro Universo em desencanto“.

You don’t know what I knowensaia o lado inglês de sua pregação, mais uma vez sozinho, sem instrumentos: “Read the book/ The only book/ Universe in disenchantment/ And you’ll know the Truth“, para em seguida entrar num electroboogie cheio de teclados (Hammonds, sintetizadores, Glockenspiels, Moogs, clavinetes) chamado “Rational Culture”. Depois de misturar Herbie Hancock com George Clinton numa introdução cabulosa, ele começa a pregação, toda em inglês: “Vamos governar o mundo/ Você não sabe?/ Vamos colocá-lo de pé”. O suingue é irresistível e depois do refrão Tim começa a dar ordens para o ouvinte, à James Brown, sempre em inglês: “Ouçam todos/ Vamos contar a coisa mais importante que já ouviram na vida/ Nunca ouviram isso antes:/ Viemos de um supermundo, de energia racional/ E vivemos num antimundo, de energia animal/ Leia o livro, o único livro, Universo em desencanto/ E vais saber a verdade”.

Faixas:
01. Imunização Racional ( Que Beleza )
02. O Grão Mestre Varonil
03. Bom Senso
04. Energia Racional
05. Leia o Livro Universo em Desencanto
06. Contacto com o Mundo Racional
07. Universo em Desencanto
08. You Don’t Know What I Know
09. Rational Culture
10. Ela Partiu (bonus)
11. Meus Inimigos (bonus)

18 – Chico Science & Nação Zumbi – Afrociberdelia (1996)

janeiro 27, 2010



Um manifesto da razão, do conhecimento humano, da tolerância e da antropofagia cultural. Isso é Afrociberdelia, segundo disco de Chico Science & Nação Zumbi, que veio em 1996 expandir as fronteiras do movimento mangue de Recife, dando o choque definitivo que salvaria a cidade do infarto iminente.
Chico Science & Nação Zumbi veio de Olinda, Pernambuco, trazendo as mais puras influências nordestinas como Maracatu, Frevo misturada com música eletrônica, Post-Punk, rock alternativo, e tudo o mais. A mistura cria algo único e 100% original. Em meados da década de 90, Chico Science & Nação Zumbi com seu primeiro album “Da Lama Ao Caos” ganhou grande atenção da mídia nacional, e se tornou sucesso de críticas, e com seu sucessor, o aqui postado Afrociberdelia, alcançam sucesso internacional, fazem bem sucedidas turnês pelos Estado Unidos e Europa, porém em 1997 ocorre uma fatalidade, Chico Science falece em um acidente de carro.
Vale apena citar que eles são uma das grandes influências que o Sepultura assumiu no album Roots, o que é até óbvio levando em conta todas as percurssões contidas no album, que é uma das marcas registradas da Nação Zumbi. De qualquer forma, quem gosta de música brasileira, é uma das misturas mais geniais ja feitas e simplesmente obrigatória.

Faixas:

01. Mateus Enter
02. O Cidadão do Mundo
03. Etnia
04. Quilombo Groove
05. Macô
06. Um Passeio no Mundo Livre
07. Samba do lado
08. Maracatu Atômico
09. O Encontro de Issac Asimov com Santos Dumont no Céu
10. Corpo de Lam
11. Sobremesa
12. Manguetown
13. Um Satélite na Cabeça
14. Baião Ambiental
15. Sangue de Bairro
16. Enquanto o Mundo Explode
17. Interlude Zumbi
18. Criança de Domingo
19. Amor de Muito
20. Samidarish
21. Maracatu Atômico (Atomic Version)
22. Maracatu Atômico (Ragga Mix)
23. Maracatu Atômico (Trip Hop)