Archive for the ‘Rock Nacional’ Category

13 – Chico Science – Da Lama Ao Caos (1994)

janeiro 29, 2010

Com vocês os criadores do último grande movimento da música brasileira o ‘Manguebeat’, movimento nascido nos mangues de Recife. Único bioma apresentado nos cinco continentes e conhecido como berçário de varias espécies devido a oferta de alimentos.

O mangue também é responsável pela principal atividade económica da periferia da capital pernabucana. Ilustrado por uma antena parabólica fincada na lama o maguebeat mistura rock, maracatu, funk, rap, com consciência de preservação dos lamaçais e inclusão cultural.

Antigamente os mangues eram habitados por tribos indígenas, com tempo vieram os Kilombos e por fim as favelas composta pela maiorias de negros. O disco traz canções de alto teor social num rítmo diferenciado, exaltando personagens da cultura nordestina e a necessidade de preservação dos manguesais.

A banda tinha nos vocais Chico Science um dos criadores do manifesto caranqueijos com cérebro junto com a banda Mundo Livre/SA. Baixem a vontade este marco da cultura afro brasileira que representa em forma de música a história e as obrigações de um povo em relação ao ambiente que o cerca.

1-Monólogo ao Pé do ouvido
2-Banditismo por uma questão de classe
3-Rios pontes e overdrives
4-A cidade
5-A Praiera
7-Samba Makossa
8-Da lama aos caos
9-Maracatu de tiro certeiro
10-Salustiano song
11-Atene-se
12-Risoflora
13-Computadores fazem arte
14-Côco Dub

69 – Mundo Livre S/A – Samba Esquema Noise (1994)

maio 5, 2009

Adicione doses desmedidas de samba, jogando em seguida o maracatu, e por fim, misture tudo com guitarras pesadas e outras experimentações peculiares. A receita leva um nome que nos lembra o Samba Esquema Novo, do alquimista Jorge Ben, com a diferença de que ao em vez de “Novo”, este esquema é “Noise”.

Primeiro trabalho do Mundo Livre S/A, Samba Esquema Noise foi lançado em 1994, dois anos depois do lançamento do manifesto Caranguejos Com Cérebro, assinado por Fred 04, Chico Science e Renato Lins, que marcou o nascimento do Manguebit, ou Manguebeat. Movimento nascido da idéia de mangueboys, que cansados do marasmo da cena musical de Recife, pregavam a universalização e modernização da música pernambucana.

Como um dos gritos primais desta geração de mangueboys e manguegirls, Samba Noise é um esquema essencial para os ouvidos sedentos por música criativa e diferenciada. Obrigatório para aqueles que se dizem admiradores do Manguebit. E capaz de arrasar fronteiras musicais, transpirando até a última gota, doses cavalares de inovação.

Faixas:

1. Manguebit
2. A Bola do Jogo
3. Livre Iniciativa
4. Saldo de Aratú
5. Uma Mulher com W… Maiúsculo
6. Homero, o Junkie
7. Terra Escura
8. Rios (Smart Dugs), Pontes & Overdrives
9. Musa da Ilha Grande
10. Cidade Estuário
11. O Rapaz do B… Preto
12. Sob o Calçamento (se Espumar é Gente)
13. Samba Esquema Noise

Mundo Livre S/A – Samba Esquema Noise (1994)

72 – Os Mutantes – Jardim Elétrico (1971)

abril 23, 2009

Banda que teve o início por volta de 1966, na cidade de São Paulo, fez um som psicodélico e é parte fundamental para o cenário rock n’ roll do nosso Brasilzão.

Teve várias mudanças em seu percurso, mas consolidou-se em 1970 com “A Divina Comédia” ou “Ando Meio Desligado” que foi marcado pela distancia que a banda tentou criar do Trpicalismo e abraçar completamente o rock. Como principal característica, Os Mutantes são lembrados pela coragem de experimentar novos sons, além de abusar de truques de estúdio e distorções.

O Álbum Jardim Elétrico é o quarto álbum da banda, foi lançado em 1971, mesma época em que foram contratados pela Rede Globo para serem uma das atrações fixas do Programa Som Livre Exportação. Mas a proximidade de sambistas e exponentes da bossa nova não os deixaram muito animados e o resultado foi esse álbum (Jardim Elétrico) que teve um toque muito mais ROCK! do que os outros gravados outrora. Cinco das músicas deste álbum deveriam ser lançadas no disco Tecnicolor, gravado para o mercado externo, que acabou sendo cancelado na época e só foi lançado em 2000.

Faixas:

01. Top Top
02. Benvinda
03. Technicolor
04. El Justiciero
05. It’s Very Nice pra Xuxu
06. Portugal de Navio
07. Virginia
08. Jardim Elétrico
09. Lady, Lady
10. Saravah
11. Baby

Os Mutantes – Jardim Elétrico (1971)


74 – Titãs – Õ Blésq Blom (1989)

abril 9, 2009

Õ Blésq Blom é o quinto álbum de estúdio da banda brasileira de rock Titãs, lançado em 16 de Outubro de 1989 pela WEA.
Õ Blésq Blom marcou nova aventura na sonoridade dos Titãs ao final da década de 80. Deixando de lado o aspecto “sujo” do som que tinham ganhado três anos antes e resgatando sonoridades que remetem ao Tropicalismo, à World music e ao pop eletrônico, teve excelente repercussão dentro da crítica e boa aceitação por parte de público: até o fim de 1990, foram 220 mil cópias vendidas com o disco, graças a canções como “Flores”, “O Pulso” e “Miséria”.
Para dar um bom toque de brasilidade, o grupo contou com a ilustre presença de uma dupla de repentes pernambucanos, Mauro (ex-estivador e auto-intitulado “O Rei do Rock”) e sua esposa Quitéria, que cantavam com um poliglotismo curioso: misturavam palavras em inglês, italiano, grego, russo e japonês. São deles a introdução e a vinheta que fecham o disco. Aliás, o nome estranho do álbum é criação de Mauro, e o significado sugere “os primeiros homens que andaram sobre a terra”
Boa parte do disco se esmerou em programações eletrônicas e teclados (“Miséria”, “O Pulso” e “Deus e o Diabo”, como exemplos – esta última não veio a agradar Marcelo e Tony, pela falta de ênfase nas guitarras), mas veio a contar também com o pop rock tradicional (“Flores”, “Palavras”), rock pesado (“Medo”) e sonoridade puxada para o country (“32 Dentes”).

Faixas:

  1. “Introdução por Mauro e Quitéria” (Mauro, Quitéria)
  2. “Miséria” (Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Sérgio Britto)
  3. “Racio Símio” (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Nando Reis)
  4. “O Camelo e o Dromedário” (Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Tony Bellotto)
  5. “Palavras” (Marcelo Fromer, Sérgio Britto)
  6. “Medo” (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Tony Bellotto)
  7. “Natureza Morta” (Arnaldo Antunes, Arnolpho Lima Filho, Branco Mello, Marcelo Fromer, Paulo Miklos, Sérgio Britto)
  8. “Flores” (Charles Gavin, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Bellotto)
  9. “O Pulso” (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Tony Bellotto)
  10. “32 Dentes” (Branco Mello, Marcelo Fromer, Sérgio Britto)
  11. “Faculdade” (Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos)
  12. “Deus e o Diabo” (Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto)
  13. “Vinheta Final por Mauro e Quitéria” (Mauro, Quitéria)

81 – Ira! – Psicoacústica (1988)

abril 3, 2009

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A Psicoacústica estuda a percepção subjetiva das qualidades (características) do som: intensidade, tom e timbre. O que se encontra nos dicionários traduze bem o que representa este terceiro disco da carreira do Ira!, uma obra musicalmente surpreendente, principalmente quando comparado ao que as bandas brasileiras vinham apresentando nos anos 80.

Mesmo sem alcançar o sucesso comercial que seu antecessor Vivendo e não aprendendoPsicoacústica é facilmente um dos melhores discos do Ira!, se não, o melhor deles. Lançado em 1988, além do rockn’roll visceral da banda, as oito faixas que compõem o albúm trazem em pouco mais de meia hora, um vasto circo de sonoridades peculiares, que se debruçam em guitarras cheias de noise rock, flertes psicodélicos, levadas de pandeiro, sons de metais, batidas de reggae e até vocais de rap.

“Trata-se de um faroeste sobre o terceiro mundo”, uma narração sombria repete a frase depois de uma verdadeira “pancada musical” regada por uma forte batida e o rasgo de uma guitarra. O famoso Bandido da Luz Vermelha, presença constante nas páginas policiais durante a década de 60, transformado em filme pelo diretor Rogério Sganzerla, é o tema da sensacional Rubro Zorro. Impossível começar de maneira melhor.

A partir daí peculiares Manhãs de Domingo, uma Receita Para Se Fazer Um Herói e até um Advogado do Diabo, como no filme de mesmo nome, surgem e desaparecem em meio às percepções subjetivas proporcionadas pela qualidades (características) do som. Psicoacústica faz ouvidos gozarem de Poder, Sorriso e Fama sem te deixar Farto de Rockn’Roll e Mesmo Distante, eu aconselho: Pegue Essa Arma, ou melhor, abrace essa pérola.

Oito hinos recomendados aos bons ouvidos.

Tracklist:
1. Rubro Zorro
2. Manhãs de Domingo
3. Poder, Sorriso e Fama
4. Receita Para Se Fazer Um Herói
5. Pegue Essa Arma
6. Farto de Rockn’Roll
7. Advogado do Diabo
8. Mesmo Distante

Ira! – Psicoacústica (1988)

89 – Mundo Livre S/A – Carnaval na Obra (1998)

março 26, 2009

Mundo Livre S/A é uma banda nascida em 1984 em Recife, PE. O nome foi retirado do personagem de TV Agente 86, que fazia diversas apologias ao mundo livre. Nasceu no bairro beira-mar de Candeias, em Recife, mesmo lugar em que foi redigido o manifesto Caranguejos com Cérebro, marco do Movimento Mangue, que prega a universalização/atualização da música pernambucana. Fred Zero Quatro, vocalista do Mundo Livre S/A, foi o autor do manifesto, juntamente com Renato L. e Chico Science. O Mundo Livre foi uma das bandas fundadoras do movimento Manguebeat.
Neste disco de 98 a formação da banda encontra-se modificada, com a entrada de Marcelo Pianinho no lugar de Otto. A sonoridade também percorre novos caminhos, amadurecendo e ganhando, em algumas canções, um teor mais sentimental. De alta qualidade, o álbum conta com participações de peso, com Café Tacuba na canção “Quem Tem Bit Tem Tudo”, Jorge Du Peixe em “O Africano e o Ariano”, back vocals do Coral dos Pés Inchados e ainda o trombone de Bocato em “Negócio do Brasil”. Um de meus preferidos, este disco é mais um excelente produto dos mangues do Recife.

Tracklist:

1. Alice Williams
2. Édipo, O Homem Que Virou Veículo
3. Bolo de Ameixa
4. A Expressão Exata
5. Carnaval Na Obra
6. Quem Tem Bit Tem Tudo
7. Meu Quinto Elemento
8. Quarta Parede
9. Ultrapassado
10. O Africano e o Ariano
11. Negócio do Brasil
12. Maroca
13. Novos Eldorados
14. Compromisso de Morte


Mundo Livre S/A:

  • Zero Quatro: Voz, cavaquinho, guitarra, violão, banjo e surdo
  • Tony: Bateria, caixas, pratos, bateria de caixas de papelão, caixa de ferramentas, programação de bateria eletrônica, voz
  • Fábio: Baixo
  • Bezerra Jr. (A.K.A. Bactéria): Teclados, guitarra, voz
  • Marcelo Pianinho: Congas, surdo, pandeiro, pandeirola, agogô, cowbell, apito, berimbau, tamborim, ganzá, garrafão de água, timbales, pratos, caixa, reco de chifre, pau-de-chuva e caxixi

93 – O Rappa – Lado B Lado A (1999)

março 24, 2009

Este foi o CD que consagrou O Rappa no cenário musical: “Lado B Lado A”, apesar do álbum anterior, “Rappa Mundi”, ter contado com hits como “A Feira” e “Hey Joe”. Lançado em 1999, “Lado B Lado A” possui letras mais fortes e retratam a realidade social do país, a partir de temas como a violência e a vida na favela.

Tracklist:

  1. Tribunal De Rua
  2. Me Deixa
  3. Cristo E Oxalá
  4. O Que Sobrou Do Céu
  5. Se Não Avisar o Bicho Pega
  6. Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
  7. Lado B Lado A
  8. Favela
  9. Homem Amarelo
  10. Nó De Fumaça
  11. A Todas As Comunidades Do Engenho Novo
  12. Na Palma Da Mão
O Rappa – Lado B Lado A

94 – Ira! – Vivendo E Nao Aprendendo (1986)

março 24, 2009

Considerado por muitos fãs como seu melhor álbum, Vivendo e Não Aprendendo era o mais famoso e o também o mais bem sucedido comercialmente disco da banda até o lançamento do Acústico MTV em 2004. O disco de 1986, segundo o jornalista Ricardo Alexandre em seu livro Dias de Luta (cujo nome foi tirado, obviamente, de um dos sucessos deste álbum), vendeu 180 mil exemplares à época de seu lançamento, apesar de outras fontes divergirem quanto à isto (estimando as vendagens entre 150 e 250 mil cópias). Por mais de dez anos, foi o único álbum do Ira! a ter alcançado o status de disco de ouro.

O show do lançamento do LP se deu em uma efusiva apresentação na Praça do Relógio, no campus da USP em 11 de Outubro de 1986 (citado como um dos cem melhores shows já feitos no Brasil em uma edição especial da revista Bizz, em 2005), diante de uma platéia estimada em 40 mil pessoas. O êxito do disco é atribuído a três faixas: “Envelheço na Cidade”, “Dias de Luta” e, especialmente, “Flores em Você”. Construída a partir de um arranjo de um quarteto de cordas e um violão tocado por Edgard acompanhando o vocal de Nasi, foi tema de abertura da novela global “O Outro”, tendo sido uma das canções mais executadas nas rádios brasileiras no período entre 1986 e 1987.

Faixas:

  1. Envelheço na Cidade
  2. Casa de Papel
  3. Dias de Luta
  4. Tanto Quanto Eu
  5. Vitrine Viva
  6. Flores em Você
  7. Quinze Anos (Vivendo e Não Aprendendo)
  8. Nas Ruas
  9. Gritos na Multidão
  10. Pobre Paulista
  11. Não Pague Pra Ver (demo – bônus)
  12. Flores em Você” (demo – bônus)
  13. Pobre Paulista” (demo – bônus)
  14. Nasci em 62″ (demo – bônus)
  15. Tanto Quanto Eu (demo – bônus)

96 – Júpiter Maça – A Sétima Efervescência (1996)

março 24, 2009


Desde que enveredou pela carreira solo, o Flávio Basso trocou a influência do rockabilly por uma sonoridade sessentista, folk num primeiro momento e totalmente psicodélica numa segunda etapa. E é justamente a psicodelia a causa desse disco, A Sétima Efervescência, de 1996.

O que já podia ser percebido na demo anterior a esse álbum, Júpiter Maçã e os Pereiras Azuiz – Ao vivo na Brasil 2000 FM, de 1995, ficou mais claro – e elaborado – aqui. Se a demo era mais roqueira e crua (até por ser uma gravação ao vivo), na estréia em cd os arranjos se sofisticaram e a lisergia tomou conta, com grandes méritos para a produção do Egisto e os arranjos de orquestra do Marcelo Birck.

A primeira faixa, Lugar do Caralho, virou um hino imediato, com direito a regravação por parte do Wander Wildner e tudo. A letra é um convite ao hedonismo: “Eu preciso encontrar um lugar legal pra mim (sic) dançar e me escabelar/Tem que ter um som legal, tem que ter gente legal e ter cerveja barata/Um lugar onde as pessoas sejam mesmo afudê/Um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas/Um lugar do caralho”. A música seguinte, As Tortas e as Cucas, castiga na lisergia, com vocal “pastoso” e dobrado. A letra fala de conversas com pedras e passarinhos (alguém aí falou em ácido?), numa viagem das boas. Um solinho de flauta é o complemento ao bucolismo da história.

Faixas como Querida Superhist x Mr Frog até dispensam comentários, bastando ler o título pra perceber o clima de psicodelia. Pictures and Paintings é um iê-iê-iê anfetamínico, tanto na música como na letra: “Quero toda sua chinelagem/Quero a metade do seu microponto/Yeah you, you, yeah, yeah, yeah, yeah, you/Yeah you do!”. Obras como Eu e Minha Ex deveriam entrar pro rol das melhores composições já feitas, uma excelência em termos de arranjo e tema. Só por ter um refrão com a seguinte pérola: “Eu e minha ex queremos amizade/Mas acho que eu não superei/Talvez ainda goste dela”, já justificaria a execução obrigatória em todas as cerimônias cívicas. O arranjo… bem, o arranjo é do mestre Birck, o que significa muita coisa. Grandioso é o mínimo que se pode dizer dele, com violinos, violoncelos, trompete e fagote.

Walter Victor é uma espécie de jovem guarda subversiva. O ritmo é puro Renato e Seus Blue Caps, mas a letra é quase um relatório médico sobre os efeitos de boletas em geral: “Walter toma suas bolas farmacêuticas/Sua boca fica mole, palavras gozadas” Uma harmônica anuncia As outras que me querem e a sacanagem que vem por aí: “Eu só fodo com você nessa fase atual da vida que eu tô levando/Mas às vezes me pergunto se eu não devia estar comendo as outras que me querem”. Na segunda estrofe, o outro lado do relacionamento é discutido: “Eu creio que você às vezes queira dar pra outros carinhas no pedaço/Não, não acho tão legal/No entanto uma questão da gente sentar e conversar”. Simples, não?

O Novo Namorado tem o verdadeiro “sixty groove”, com o teclado do Frank Jorge inaugurando a festa. A estrutura é aquela em que a música começa pelo refrão e depois vem a estrofe, que mostra as contradições dos relacionamentos atuais: “Mundo moderno, alguém me dizia/Todo mundo come todo mundo”/ Mas eu tô querendo/Querendo trabalhar meu lado sensibilidade/Agora eu quero só você pra gostar de verdade”.

Outras que não necessitam de análise são Miss Lexotan 6 mg e The Freaking Alice (Hippie Under Grove). Os nomes dizem absolutamente tudo que se precisa saber. Já Essência Interior merece algumas palavras. É uma música totalmente hipnótica, quase um mantra. E tem uma das melhores letras, sem dúvida: “Quando você der para outro cara/Lembre-se que alguém se masturba/Alguém do outro lado da cidade/Se sente em sintonia e pensa em você/Estou ligado na sua essência interior”. Na seqüência, vem a sugestiva Canção para Dormir, com seu clima fantástico. E pra fechar a viagem, as colagens bizarras de A Sétima Efervescência Intergaláctica, com frases soltas de algumas faixas anteriores e vários barulhinhos estranhos.

Uma informação histórica importante é que esse álbum influenciou toda uma geração de bandas psicodélicas gaúchas e até nacionais. O lado ruim disso foi a semente que originou o desnecessário movimento mod porto-alegrense no início dos anos 2000. De qualquer forma, a audição de A Sétima Efervescência é mais do que recomendada. É obrigatória. Por Eduardo EGS

1. Um lugar do caralho
2. As tortas e as cucas
3. Querida superhist x Mr Frog
4. Pictures and paintings
5. Eu e minha ex
6. Walter Victor
7. As outras que me querem
8. Sociedades humanóides fantásticas
9. O novo namorado
10. Miss lexotan 6 mg garota
11. The freaking Alice
12. Essência interior
13. Canção para dormir
14. A sétima efervescência intergaláctica

Júpiter Maça – A Sétima Efervescência

99 – RPM – Revoluções por Minuto (1985)

março 23, 2009

No mês de maio de 85 chega às lojas Revoluções Por Minuto, no vácuo de um país ainda perplexo com a morte de Tancredo Neves. O misto de paixão platônica e pretensa declaração de amor de “Olhar 43” emplaca nas rádios e abre caminho para que outras faixas, mais politizadas e/ou conceituais, façam o mesmo. As faixas do disco tratam também de temas como política internacional e transformações sócio-econômicas. Um elemento estranho são os climas soturnos dos arranjos de Luiz Schiavon. O sucesso do álbum é tanto que o RPM emplaca rapidamente uma seqüência de hits no rádio (oito entre as onze faixas do álbum) e chega à marca de 100.000 LPs vendidos (disco de ouro). Revoluções por Minuto chegou a vender 300 mil cópias.

Tracklist:

  1. Rádio Pirata
  2. Olhar 43
  3. A Cruz e a Espada
  4. Estação no Inferno
  5. A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade
  6. Louras Geladas
  7. Liberdade/Guerra Fria
  8. Sob a Luz do Sol
  9. Juvenilia
  10. Pr´esse Vício
  11. Revoluções por Minuto
RPM – Revoluções Por Minuto (1985)