Archive for the ‘Os 100 Maiores Discos da Música Brasileira’ Category

01 – Novos Baianos – Acabou Chorare 1972

maio 27, 2010

Obra-prima dos Novos Baianos, Acabou Chorare é o segundo trabalho do grupo – o primeiro foi É Ferro Na Boneca, gravado em 1970, quando o grupo morava em Sã Paulo. Morando no Rio De Janeiro, os músicos tiveram contato com João Gilberto, que teve influência fundamental para os rumos que a banda teria.
O violonista baiano inspirou Os Novos Baianos a relançarem “Brasil Pandeiro” – samba da década de 1940 de Assis Valente, feito para Carmen Miranda cantar. A faixa-título do disco ficou mais de 30 semanas entre as mais tocadas nas rádios brasileiras. O nome “Acabou Chorare” teria sido inspirado em uma história contada por João ao grupo, sobre sua filha Bebel, que costumava misturar o português com o espanhol (que aprendera no tempo em que morou com os pais no México). Em uma ocasião, Bebel abriu um berreiro ao tropeçar e a frase foi dita para consolar o pai que demonstrava preocupação. O sucesso “Preta Pretinha” foi composto sobre versos de Luiz Dias Galvão, feitos para uma moça que ele conhecera em Niterói.
O disco foi re-masterizado e re-lançado em CD no ano de 2004, em comemoração dos 35 anos da gravadora Som Livre, junto com outros 25 clássicos da música brasileira.

Faixas:

01. Brasil Pandeiro
02. Preta Pretinha
03. Tinindo Trincando
04. Swing do Campo Grande
05. Acabou Chorare
06. Mistério do Planeta
07. A Menina Dança
08. Besta é Tu
09. Um Bilhete pra Didi
10. Preta Pretinha

02 – Tropicália ou Panis et Circencis (1968)

maio 27, 2010


Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram grande impacto em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, no ano de 1967. Ali, foram lançadas as bases para o Tropicalismo em sua versão musical – um movimento que mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o Rock e o Concretismo). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental.
Em maio de 1968, começaram as gravações do álbum que seria o manifesto musical do movimento, do qual participaram artistas como Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé – além dos poetas Capinan e Torquato Neto e do maestro Rogério Duprat (reponsável pelos arranjos do LP).
A primeira música do álbum é “Miserere Nóbis”, de Gil e Capinan. Na seqüência vem “Coração Materno” – canção até então considerada de mau gosto. A faixa-título é interpretada pelo grupo paulista Os Mutantes, com sinais nítidos do conjunto: a psicodelia. “Baby”, grande hit deste álbum, foi cantada por Gal Costa.

Faixas:

1. Miserere Nobis (Gilberto Gil – Capinan) 3:44 Intérprete: Gilberto Gil
2. Coração Materno (Vicente Celestino) 4:17 Intérprete: Caetano Veloso
3. Panis et Circencis (Caetano Veloso – Gilberto Gil) 3:35 Intérprete: Os Mutantes
4. Lindonéia (Caetano Veloso) 2:14 Intérprete: Nara Leão
5. Parque Industrial (Tom Zé) 3:16 Intérpretes: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes
6. Geléia Geral (Gilberto Gil – Torquato Neto) 3:42 Intérprete: Gilberto Gil
7. Baby (Caetano Veloso) 3:31 Intérpretes: Caetano Veloso e Gal Costa
8. Três Caravelas (Las Tres Carabelas) (Algueiro Jr. – Moreau; versão em português: João de Barro) 3:06 Intérpretes: Caetano Veloso e Gilberto Gil
9. Enquanto Seu Lobo Não Vem (Caetano Veloso) 2:31 Intérpretes: Caetano Veloso
10. Mamãe, Coragem (Caetano Veloso – Torquato Neto) 2:30 Intérprete: Gal Costa
11. Bat Macumba (Caetano Veloso – Gilberto Gil) 2:33 Intérprete: Gilberto Gil
12. Hino ao Senhor do Bonfim” (João Antonio Wanderley) 3:39 Intérpretes: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes

03 – Chico Buarque – Construção (1971)

maio 27, 2010
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“Construção” foi o quinto disco do cantor carioca. Lançado em um dos períodos mais críticos do Regime Militar, o álbum representa uma mudança no trabalho do artista. Se antes Chico harmoniza Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em “Construção” o cantor mostrou-se mais ousado – como mostra os versos iniciais de “Deus lhe Pague”, faixa que abre o LP (“Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir”). Em “Samba de Orly”, parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio – o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada. A faixa-título é uma crítica sobre um homem que trabalhou arduamente até sua morte. Não faltaram também o lirismo característico do artista, como demostrado em “Olha Maria” e “Valsinha”.

Faixas:

01. Deus lhe Pague
02. Cotidiano

03. Desalento
04. Construção

05. Cordão

06. Olha Maria

07. Samba de Orly

08. Valsinha

09. Minha História (Gesubambino)
10. Acalanto

05 – Secos e Molhados – Secos e Molhados (1973)

maio 27, 2010
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Secos & Molhados foi uma banda brasileira, criada pelo compositor João Ricardo em 1971. Canções do folclore português, como “O Vira”, misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, entre outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

Secos & Molhados é o disco de estreia do grupo homônimo, lançado em 1973. O disco foi um fenômeno em vendas, recebeu dupla certificação de disco de diamante da ABPD.
Neste trabalho, os S&M incorporaram a músicalidade da MPB da época e colocou toques de rock and roll, baião, folk, jazz, pop e rock progressivo que marcara o início de carreira do conjunto. O compositor principal das canções do disco foi João Ricardo. As músicas misturavam poesias e canção, como foi feito em um dos destaque do disco, “Rosa de Hiroshima”, que é um poema de Vinícius de Moraes. O disco foi um dos mais influentes da época,auge da censura militar no Brasil. A gravação do disco se deu em seis horas diárias durante quinze dias
A capa do disco, uma fotografia de Antônio Carlos Rodrigues foi eleita a melhor capa de disco do Brasil, segundo a pesquisa encomendada pelo jornal Folha de São Paulo em 2001. A capa trazia a cabeça dos integrantes do grupo à venda em uma mesa juntamente com produtos de vendas de secos e molhados.

Faixas:

1 – Sangue Latino
2 – O Vira
3 – O Patrão Nosso de Cada Dia
4 – Amor
5 – Primaveira nos Dentes
6 – Assim Assado
7 – Mulher Barriguda
8 – El Rey
9 – Rosa de Hiroshima
10 – Prece Cosmica
11 – Rondó Capitão
12 – As Andorinhas
13 – Fala

Hello world!

abril 13, 2010

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06 – Jorge Ben Jor – A Tábua de Esmeralda (1972)

março 30, 2010

A tábua de esmeralda (tabula smaragdina) é supostamente o local onde estão contidos os mais antigos ensinamentos sobre a alquimia e a pedra filosofal. A tábua de esmeralda é, ainda, um álbum do cantor, compositor e pai do Sambalanço, Jorge Ben Jor, lançado em 1972, um ano após o lançamento de “10 anos depois”, que reunia as melhores faixas lançadas na carreira de Jorge até então.
Já na música de abertura do seu álbum de 1972, o cantor avisa: “Os alquimistas estão chegando”, anunciando a chegada de um álbum jamais visto antes, que tem como intuito fazer homenagens à ciência que deu origem à química como hoje conhecemos, a alquimia, e aos que contribuíram com ela, especialmente Hermes Trismegisto, e a Nicolas Flamel, autor das imagens trazidas na capa do disco.
A sua homenagem a Hermes vem na décima primeira faixa do álbum, intitulada “Hermes Trismegisto e a sua celeste tábua de esmeralda”, onde conta a história da tábua e faz uma síntese perfeita de tudo o que está escrito nela, até mesmo copiando alguns trechos, como em: “O que está embaixo é como o que está no alto,/ e o que está no alto é como o que está embaixo.”
Mas Jorge não podia dedicar seu álbum inteiramente aos alquimistas sabendo que existe um público sedento do seu irreverente suíngue Benjoriano, então dedicou poucas de suas faixas à ciência (vale ressaltar que, apesar de poucas, são preciosíssimas) e nos deu de presente maravilhas como “O homem da gravata florida”, “Menina mulher da pele preta” e a irônica “O namorado da viúva”, que, com a levada gostosa do violão de Ben Jor e os arranjos de uma banda perfeitamente ensaiada, consagraram o álbum como o meu preferido dentre todos os que o carioca já gravou.
Lista de músicas:
1 – Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben Jor)
2 – O Homem da Gravata Florida (Jorge Ben Jor)
3 – Errare Humanun Est (Jorge Ben Jor)
4 – Menina Mulher da Pele Preta (Jorge Ben Jor)
5 – Eu Vou Torcer(Jorge Ben Jor)
6 – Magnólia(Jorge Ben Jor)
7 – Minha (Jorge Ben Jor)
8 – Zumbi Teimosia Uma Arma Pra Te Conquistar (Jorge Ben Jor)
9 – Brother (Jorge Ben Jor)
10 – O Namorado da Viúva (Jorge Ben Jor)
11 – Hermes Trismegisto e Sua Celeste Tábua de Esmeralda (Jorge Ben Jor)
12 – Cinco Minutos (Jorge Ben Jor)

07 – Milton Nascimento & Lô Borges – Clube da Esquina (1972)

março 30, 2010

O Clube Da Esquina foi um movimento musical que nasceu na região das Minas Gerais. Entre suas propostas, estava principalmente a fusão do Regional com o Pop, ou seja, uma espécie de Antropofagismo, como provavelmente gostaria de colocar Oswald De Andrade. De certa maneira, pode-se dizer que isto seria alcançado pelo aproveitamento de elementos da música global daquela época, como o Jazz e o Rock’N Roll, este último representado na época por nomes como os Beatles e os Rolling Stones; e elementos nacionais, como a Bossa Nova.

O movimento se consolida a partir do lançamento do incrível disco homônimo, em1972, creditado a Milton Nascimento e a Lô Borges. A capa trazia a foto de dois meninos (um negro e um branco), na beira de uma estrada em Nova Friburgo. O disco, até por sua extensão (são 21 composições), consegue representar muito bem o que o próprio movimento propunha: Consegue explorar a diversidade de influências da época, juntando sempre elementos brasileiros e regionais e navegando pela música erudita, pelo rock e pelo Jazz. Algumas canções até manifestam o engajamento político de então, como são exemplos “Cais” e “San Vicente”.


Faixas:

1. Tudo que você podia ser (Márcio Borges – Lô Borges)
2. Cais (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
3. O trem azul (Lô Borges – Ronaldo Bastos)
4. Saídas e Bandeiras nº 1 (Milton Nascimento – Fernando Brant)
5. Nuvem cigana (Lô Borges – Ronaldo Bastos)
6. Cravo e canela (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
7. Dos cruces (Carmelo Larrea)
8. Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges – Lô Borges)
9. San Vicente (Milton Nascimento – Fernando Brant)
10. Estrelas (Márcio Borges – Lô Borges)
11. Clube da Esquina nº 2 (Lô Borges – Milton Nascimento)
12. Paisagem na janela (Lô Borges – Fernando Brant)
13. Me deixa em paz (Ayrton Amorim – Monsueto)
14. Os povos (Márcio Borges – Milton Nascimento)
15. Saídas e Bandeiras nº 2 (Milton Nascimento – Fernando Brant)
16. Um gôsto de Sol (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
17. Pelo amor de Deus (Milton Nascimento – Fernando Brant)
18. Lilia (Milton Nascimento – Fernando Brant)
19. Trem de doido (Márcio Borges – Lô Borges)
20. Nada será como antes Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
21. Ao que vai nascer (Milton Nascimento – Fernando Brant)

08 – Cartola – Cartola (1976)

março 30, 2010

Quando trabalhava como servente em uma construção civil, Agenor de Oliveira, com medo dos pedaços de cimento que poderiam eventualmente cair em sua cabeça e grudar nos seus cabelos, usava uma chapéu-côco. Desta feira, foi apelidado pelos companheiros de Cartola, nome que se eternizaria nas páginas da história do samba.

Um dos fundadores da Estação Primeira da Mangueira, que nasceu em 1928 do núcleo do Bloco dos Arengueiros, Cartola é apontado como o responsável pela escolha das cores da escola (verde e rosa). Para aqueles que diziam que as cores não combinavam, ele respondia categórico : “Ora, o verde representa a esperança, o rosa representa o amor, como o amor pode não combinar com a esperança?”.

Depois de ser regravado por muitos cantores na década de 30, Cartola saiu de cena, só aparecendo novamente nos anos 50, quando o cronista Sérgio Porto encontrou o velho sambista trabalhando como lavador de carros. De volta a ativa, Cartola ao lado de sua mulher Zica, abriu no Rio de Janeiro o bar do Zicartola, onde o samba era a palavra e a música de ordem.

Mais tarde, somente em 1974, com 65 anos, o sambista lançaria seu primeiro disco, um clássico indiscutível do samba. Novamente pelo selo Discos Marcus Pereira, foi lançado em 1976 o segundo LP de Cartola. Grande sucesso de crítica, o disco teve entre outros sambas “As Rosas Não Falam” e “O Mundo É Um Moinho” (gravação acompanhada ao violão do jovem Guinga) – consideradas obras-primas da música popular -, além de outras composições suas como “Minha”, “Sala de Recepção”, “Aconteceu”, “Sei Chorar”, “Cordas de Aço” e “Ensaboa

Reconhecido como um dos maiores discos da história do samba, suas músicas foram gravadas e regravadas posteriormente por inúmeros cantores.


Músicas:
1. O Mundo é um Moinho
2. Minha
3. Sala de Recepção
4. Não Posso Viver Sem Ela
5. Preciso Me Encontrar
6. Peito Vazio
7. Aconteceu
8. As Rosas Não Falam
9. Sei Chorar
10. Ensaboa Mulata
11. Senhora Tentação
12. Cordas de Aço

09 – Os Mutantes – Os Mutantes (1968)

fevereiro 19, 2010

Formada no de 1966 em São Paulo por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais), Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais) onde mais tarde passariam a integrar a banda também o baixista Lirinha e o baterista Dinho Leme.

A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro, sendo filhos legítimos do Tropicalismo apresentaram com irreverência um som inovador, mesclando o rock and roll com elementos musicais temáticos brasileiros. Com esta receita Os Mutantes trouxeram originalidade para o cenário nacional, graças ao pioneirismo de Arnaldo, Sérgio e Rita.

1. “Panis et Circenses” (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
2. “A Minha Menina” (Jorge Ben)
3. “O Relógio” (Os Mutantes)
4. “Adeus Maria Fulô” (Humberto Teixeira/Sivuca)
5. “Baby” (Caetano Veloso)
6. “Senhor F” (Os Mutantes)
7. “Bat Macumba” (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
8. “Le Premier Bonheur du Jour” (Jean Renard/Frank Gerald)
9. “Trem Fantasma” (Caetano Veloso/Os Mutantes)
10. “Tempo no Tempo” (John Philips)
11. “Ave Gengis Khan” (Os Mutantes)

10 – Caetano Veloso – Transas (1972)

fevereiro 19, 2010

Gravado em 1971 enquanto Caetano estava exilado em Londres, Transa foi concebido quando o cantor foi convidado pelos militares brasileiros para fazer uma canção nacionalista sobre a rodovia Transamazônica. Lançado no ano seguinte no Brasil, o álbum traz em sua maioria composições em inglês, com arranjos caprichados que viajam entre os ritmos brasileiros ao reggae e ao folk. Destaque para “Nine Out Of Ten”, música que Caetano considera uma das suas melhores composições em inglês.

Ficha Técnica
Ano – 1972
Gênero – MPB
Gravadora – Polygram

Faixas
1 – You Don’t Know Me
2 – Nine Out Of Ten
3 – Triste Bahia
4 – It’s a Long Way
5 – Mora na Filosofia
6 – Neolithic Man
7 – Nostalgia (That’s What Rock’n Roll is All About)