Archive for the ‘Jorge Ben Jor’ Category

60 – Gilberto Gil e Jorge Ben – Ogum Xangô (1975)

maio 26, 2009

Peguem dois caras no auge da criatividade, enfiem num estúdio e gravem eles tocando o que quiserem até passar a brisa. É assim que funciona este CD.

Gil & Jorge – Ogum – Xangô é o décimo segundo álbum do cantor brasileiro Jorge Ben e o décimo álbum de Gilberto Gil. Foi lançado em LP em 1975.
Gravado depois de um breve ensaio e com apenas dois violões (e um percussionista) no acompanhamento, Gil & Jorge foca os talentos individuais de Gilberto Gil e Jorge Ben Jor como músicos, vocalistas, interpretes e improvisadores. o disco é uma prova de que eles estão mais do que habilitados pra realizar a tarefa. As nove faixas, todas bem longas (o album foi originalmente pensado como duplo), mostram Gil e Ben interagindo em um nivel tão esplendido, e com tamanha empatia, que chegam a criar linhas musicais que se repetem várias vezes. As faixas mais notáveis – “Nega”, “Taj Mahal” e “Meu Glorioso São Cristovão” – são extraordinariamente rítmicas e possuem as características contagiantes e tradicionais da musica popular brasileira. É quase uma hora e meia passada de forma idílica.

Músicas:
1. Meu glorioso São Cristóvão (Jorge Ben)

2. Nega (Gilberto Gil)

3. Jurubeba (Gilberto Gil)

4. Quem mandou (Pé na estrada) (Jorge Ben)

5. Taj mahal (Jorge Ben)

6. Morre o burro, fica o homem (Jorge Ben)

7. Essa é pra tocar no rádio (Gilberto Gil)

8. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil)
9. Sarro (Jorge Ben – Gilberto Gil)

Gilberto Gil e Jorge Ben – Ogum Xangô (1975) Parte 01
Gilberto Gil e Jorge Ben – Ogum Xangô (1975) Parte 02

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61 – Jorge Ben – Força Bruta (1970)

maio 25, 2009


O cantor e compositor carioca é um caso especial na música brasileira. Construiu seu estilo a partir da mistura de MPB com gêneros importados. Nos anos 60, interpretava sambas ao violão como se estivesse tocando rock pauleira. “Quando ouvi Samba Esquema Novo, disco de estréia de Jorge Ben Jor, passei meses sem pegar no violão. Só queria ouvi-lo”, lembra Gilberto Gil. O namoro com o rock foi estreitado em discos como O Bidú, de 1967, em que se fez acompanhar pelo grupo de iê-iê-iê The Fevers. No início dos anos 70, o cantor exaltou a negritude e a vida dos subúrbios cariocas nos trabalhos Força Bruta (1970), Negro É Lindo (1971) e Ben (1972). “Ben Jor falou da periferia com orgulho”, diz Marcelo Yuka, ex líder do grupo O Rappa. A década de 70 assistiu também às fusões do cantor com o funk, o reggae e até a música africana. Os álbuns dessa fase ajudaram a definir a cara do pop nacional dos anos 80 e 90. Neste disco o mestre Jorge Ben traz a batida absolutamente suingada que marca seu estilo numa série de canções únicas, cantadas com em sua voz macia cheia de beleza. Com participação especial do Trio Mocotó, este álbum traz algumas canções que ficariam inesquecíveis no imaginário musical brasileiro, como “Oba, Lá Vem Ela”, “O Telefone Tocou Novamente” e “Mulher Brasileira”, além da faixa-título, que fecha o disco em alta, cantada lindamente. Um grande disco, cheio de suingue e sentimento.

Musicas:

1. Oba, Lá Vem Ela

2. Zé Canjica
3. Domênica Domingava Num Domingo Linda Toda de Branco
4. Charles Jr.
5. Pulo Pulo
6. Aparece Aparecida
7. O Telefone Tocou Novamente
8. Mulher Brasileira
9. Terezinha
10. Força Bruta

Jorge Ben – Força Bruta (1970)

67 – Jorge Ben Jor – África Brasil (1976)

maio 12, 2009

Jorge Duílio Lima Meneses (Rio de Janeiro, 22 de março de 1942), conhecido como Jorge Ben e atualmente Jorge Ben Jor é um guitarrista,cantor e compositor popular brasileiro. Seu estilo característico inclui o samba, funk, rock, pop, maracatu, bossa nova, rap e samba-rock com letras que misturam humor e sátira. Inclui muitas vezes temas esotéricos nas suas canções.

A música de Jorge Ben tem uma importância única na música brasileira por incorporar elementos novos no suíngue e na maneira de tocar violão, trazendo muito do rock, soul e funk norte-americanos e ainda com influências árabes e africanas, que vieram através de sua mãe, nascida na Etiópia.

Suas levadas vocais e instrumentais influenciaram muito o sambalanço e fizeram escola, arregimentando uma legião não só de admiradores como também de imitadores. Foi regravado e homenageado por inúmeros expoentes das novas gerações, como Mundo Livre S/A (em “Samba Esquema Noise”) e Belô Velloso (“Amante Amado”).


África Brasil é o décimo quinto álbum do cantor brasileiro Jorge Ben. Foi lançado em LP em 1976.


Faixas:

1. Ponta De Lança Africano (Umbabarauma)
2. Hermes Trismegisto
3. O filósofo
4. Meus filhos, meu tesouro
5. O plebeu
6. Taj mahal
7. Xica da Silva
8. A história de Jorge
9. Camisa 10 da Gávea
10. Cavaleiro do cavalo imaculado
11. África Brasil (Zumbi)

Jorge Ben Jor – África Brasil (1976)