Archive for the ‘Gal Costa’ Category

80 – Gal Costa – Gal (1969)

abril 8, 2009

Gal, de 1969 é o mais ousado disco da carreira de Gal Costa. Em nenhum outro momento a cantora repetiu o que ouvimos neste álbum. Gal, mais conhecido como o álbum psicodélico, a começar pela capa, com um desenho típico dos vôos sem céu do fim dos anos 1960. Na contra capa aparece uma imagem desfocada da cantora, com o seu cabelo “juba de leão”, já anunciando a sua fúria. O momento é de raiva. Seus amigos e companheiros da Tropicália, Gilberto Gil e Caetano Veloso, após a prisão em dezembro de 1968, seriam libertados na quarta-feira de cinzas de 1969, sendo escoltados até Salvador, de onde partiriam em Julho para o exílio em Londres. Gal Costa ficava sozinha com a sua raiva. Da menina bossa nova de “Domingo” (álbum de lançamento da sua carreira, em 1967) não resta nada. Suas interpretações e posturas, até então intimistas e contidas, tornam-se mais agressivas. A cantora junta-se a Jards Macalé e à guitarra de Lanny Gordin, o resultado é este álbum único, com apenas nove faixas, mas que não houve outro registro igual na música brasileira.

Ficha Técnica:

Gal
Philips
1969

Direção da produção: Manuel Barenbein
Arranjos e direção musical: Rogério Duprat
Técnicos: João Kibelkstis e Stélio Carlini
Estúdio: Scatena – SP
Fotos da contracapa: Freitas
Capa: Dicinho

Músicos Participantes:
Baixo, guitarra solo e guitarra base: Lanny Gordin
Bateria: Eduardo Portes de Souza e Diógenes Burani Filho
Violão: Jards Macalé
Baixo: Rodolpho Grani Júnior

Faixas:

1Cinema Olympia(Caetano Veloso)

2 Tuareg(Jorge Ben),
3 Cultura e civilização(Gilberto Gil)
4 País tropical(Jorge Ben)Participação: Caetano Veloso / Gilberto Gil
5 Meu nome é Gal(Erasmo Carlos – Roberto Carlos)
6 Com medo, com Pedro(Gilberto Gil)
7 The empty boat(Caetano Veloso)
8 Objeto sim, objeto não(Gilberto Gil)
9 Pulsars e quasars(Capinan – Jards Macalé)



91 – Gal Costa – Cantar (1974)

março 26, 2009

Quando Maria da Graça saiu de Salvador, rumo ao sudeste, para participar do Festival Internacional da Canção, em 1966, com a música “Minha Senhora” (Gilberto Gil – Torquato Neto), ninguém imaginaria que aquela menina de 20 anos, olhar intimista, tímida, cabelos curtos e comportados, iria fazer uma das mais brilhantes carreiras que a Música Popular Brasileira já teve notícias. Maria da Graça Costa Pena Burgos nasceu em Salvador, Bahia, em 26 de setembro de 1945, época histórica que fechava a II Guerra Mundial e a ditadura Vargas no Brasil. Conheceu Caetano Veloso em 1963 e desde então, as suas carreiras se interligariam para sempre. Participou em 1964, ao lado de Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e do próprio Caetano Veloso, do espetáculo “Nós, Por Exemplo”, que teve grande repercussão na capital baiana.
A jovem Maria da Graça encantara João Gilberto quando, ainda uma ilustre desconhecida, cantara para o inventor da Bossa Nova. Sua voz de sereia encantaria uma nação inteira e depois o mundo. Lançou o seu primeiro compacto em 1965, com as músicas “Sim Foi Você” (Caetano Veloso) e “Eu Vim da Bahia” (Gilberto Gil). Aqui traz ainda uma voz intimista, quase agreste, quase tímida, mas cheia de promessa

Em 1974 Gal grava o disco “Cantar”, dirigido por Caetano Veloso, que traz os sucessos “Barato total” (Gilberto Gil), “Flor de maracujá” e “Até quem sabe” (ambas de João Donato e Lysia Enio) e “A rã” (João Donato e Caetano Veloso). Desse disco gerou o show “Cantar”, que não foi bem recebido pelo público de Gal, por se tratar de um disco muito suave, contrastando com a imagem forte que a cantora criara a partir do movimento tropicalista.
Tracklist:

01 – Barato Total
02 – A Rã
03 – Lua, Lua, Lua, Lua
04 – Canção Que Morre No Ar
05 – Flor De Maracujá
06 – Flor Do Cerrado
07 – Jóia
08 – Até Quem Sabe
09 – O Céu E O Som
10 – Lágrimas Negras
11 – Chululu

Gal Costa – Cantar (1974)


95 – Caetano & Bethania & Gal & Gil-Doces Barbaros (1976)

março 24, 2009


Doces Bárbaros é o nome de um grupo de MPB dos anos 70 formado por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. O grupo surgiu para comemorar os 10 anos de carreira solo dos seus componentes, que pretendiam além de realizar shows, gravar um disco ao vivo e registrar tudo em um documentário.

Como grupo, Doces Bárbaros pode ser descrito como uma típica banda hippie dos anos 70, mas sua característica marcante é a brasilidade e o regionalismo baiano, naturalidade de todos os integrantes.

O disco de 1976 é considerado por muitos uma obra-prima da música brasileira, mas, curiosamente, na época do lançamento, foi duramente criticado.

Idealizada por Maria Bethânia, a banda interpretou composições de Caetano e Gil, fora algumas canções de outros compositores como Fé cega, faca amolada de Milton Nascimento e o clássico popular Atiraste uma pedra, de Herivelto Martins.

Inicialmente o disco LP seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.

Na época da turnê, Gilberto Gil foi preso por porte de drogas, fato que acabou sendo registrado no documentário Doces Barbaros, dirigido por Jom Tob Azulay.

Depois disso já foi feito outro filme comemorativo, DVD, enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira, já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, fizeram espetáculos na praia de Copacabana e uma apresentação para a Rainha da Inglaterra.

Faixas:
Disco 1
01. Eu e Ela Estávamos Ali Encostados na Parede

02. Esotérico

03. Eu Te Amo

04. O Seu Amor

05. Quando

06. Pé Quente, Cabeça Fria

07. Peixe
08. Um Índio

09. São João, Xangô Menino

10. Nós Por Exemplo

11. Os Mais Doces Bárbaros

Disco 2


01. Os Mais Doces Bárbaros

02. Fé cega Faca Amolada

03. Atiraste – Uma Pedra

04. Pássaro Proibido

05. Chuck Berry Fields Forever

06. Gênesis

07. Tárasca Guidon

Caetano & Bethania & Gal & Gil-Doces Barbaros (1976)