100 Maiores Músicas Brasileira – Vol.10

91 – Felicidade – Caetano Veloso
É difícil encontrar quem não conheça essa toada triste e gentil. Canção de feitio rural que não escapa à regra de idealizar a vida no campo, “Felicidade” não tem a carga de violência poética da fração mais celebrada da obra de Lupicínio, os catárticos sambas vingativos. Sucesso na voz do Quitandinha Serenaders em 1947, “Felicidade” foi reapresentada ao Brasil por Caetano Veloso em 1974.

92 – Tico Tico no Fubá – Ademilde Fonseca
A obra de Zequinha de Abreu foi apresentada pela primeira vez em 1917. Na década de 1940, atingiu o auge da popularidade. Muito contribuiu a internacionalização da música, capitaneada pelo cinema norte-americano, que a usou em cinco filmes – inclusive, em Copacabana (1947), em que foi eternizada por Carmen Miranda. Sua versão de maior sucesso é de 1942, com Ademilde Fonseca.

93 – Casa no Campo – Elis Regina
A sensível canção nasceu em 1971 durante uma viagem de ônibus entre Brasília e Goiânia, numa turnê em que o grupo Som Imaginário acompanhava Gal Costa. Ao observar a paisagem, Zé Rodrix teve a inspiração e escreveu a letra. Mostrou os versos a Tavito, que os musicou assim que chegaram ao hotel. Em 1972, foi gravada por Elis Regina e se transformou em clássico.

94 – O Mar – Dorival Caymmi
Nenhum outro compositor da música brasileira retratou tão bem o mar como Dorival Caymmi. Dentre suas canções praieiras, essa, original de 1940, é certamente um dos maiores clássicos e foi gravada, inclusive, em outros idiomas por intérpretes do mundo todo. A vastidão das águas foi a maior inspiração de Caymmi, desde a sua infância: “O mar me acalmou, o mar me trouxe alegrias, o mar me trouxe medo, o mar me mostrou o gosto do mistério”, dizia.

95 – Último Desejo – Aracy de Almeida
O marcante samba-canção “Último Desejo”, do carioca Noel Rosa, foi gravado em julho de 1937 por Aracy de Almeida, conterrânea e intérprete predileta do autor. A gravação, ocorrida nos estúdios da Victor, contou com acompanhamento do conjunto musical Boêmios da Cidade, que tinha entre os seus integrantes o flautista Benedito Lacerda, o preferido de Pixinguinha. O lançamento foi em agosto de 1938.

96 – Disritmia – Martinho da Vila
Qual era a chance de uma música com a palavra “transfundir” em sua letra tornar-se um clássico da MPB? Só uma pérola como “Disritmia” foi capaz de tal proeza. Biscoito fino da malandragem, Picaretagem e poesia, “Disritmia” é melhor depois de um terceiro copo. A versão que o autor, Martinho, fez em 1974 é clássica e foi lançada no LP Canta Canta, Minha Gente. Zeca Baleiro e Ney Matogrosso também gravaram.

97 – Você Não Soube me Amar – Blitz
“Um conjunto jovem com muito bom humor.” Foi assim que o Fantástico apresentou o clipe do maior sucesso da Blitz, em 1982. Tudo fazia sentido: a música estava ligada à atitude e à imagem da banda. E a faixa, por si só, já era um fenômeno: 250 mil cópias do compacto foram vendidas, o que levou ao lançamento do primeiro álbum dos cariocas.

98 – A Noite de Meu Bem – Dolores Duran
o samba – canção ” a Noite de Meu Bem” é a música mais famosa da carioca Dolores Duran e a que mais caracteriza seu estilo “dor-de-cotovelo”. Cantora de sucesso num país que não tem tradição de mulheres no campo da composição, Dolores obteve maior prestígio como compositora após sua prematura morte, aos 29 anos, em 1959 – um mês depois de ter lançado esta música.

99 – Rua Augusta – Ronnie Cord
Os hits do rock brasileiro pré-Jovem Guarda eram, em sua maior parte, versões de canções retiradas do hit parade americano ou italiano. “Rua Augusta”, lançada em 1964 por Ronnie Cord, quebrou essa regra. A canção captura o espírito da juventude roqueira do começo dos anos 60, quando a Rua Augusta (SP) era o local mais descolado do Brasil. Também foi gravada pelos Mutantes e por Raul Seixas.

100 – Los Hermanos – Anna Júlia
Quando foi lançada em 1999, era impossível sintonizar uma rádio e não ouvir “Anna Júlia”. A levada alegre da canção triste agrada já na primeira audição – e puxou o álbum de estreia do Los Hermanos. Apesar de ser exatamente-roqueira (o beatle George Harrison até regravou o solo de guitarra, em versão do ex-Traffic Jim Capaldi), dominou até o Carnaval naquela época – devidamente convertida em axé music.

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