93 – O Rappa – Lado B Lado A (1999)

março 24, 2009

Este foi o CD que consagrou O Rappa no cenário musical: “Lado B Lado A”, apesar do álbum anterior, “Rappa Mundi”, ter contado com hits como “A Feira” e “Hey Joe”. Lançado em 1999, “Lado B Lado A” possui letras mais fortes e retratam a realidade social do país, a partir de temas como a violência e a vida na favela.

Tracklist:

  1. Tribunal De Rua
  2. Me Deixa
  3. Cristo E Oxalá
  4. O Que Sobrou Do Céu
  5. Se Não Avisar o Bicho Pega
  6. Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
  7. Lado B Lado A
  8. Favela
  9. Homem Amarelo
  10. Nó De Fumaça
  11. A Todas As Comunidades Do Engenho Novo
  12. Na Palma Da Mão
O Rappa – Lado B Lado A

94 – Ira! – Vivendo E Nao Aprendendo (1986)

março 24, 2009

Considerado por muitos fãs como seu melhor álbum, Vivendo e Não Aprendendo era o mais famoso e o também o mais bem sucedido comercialmente disco da banda até o lançamento do Acústico MTV em 2004. O disco de 1986, segundo o jornalista Ricardo Alexandre em seu livro Dias de Luta (cujo nome foi tirado, obviamente, de um dos sucessos deste álbum), vendeu 180 mil exemplares à época de seu lançamento, apesar de outras fontes divergirem quanto à isto (estimando as vendagens entre 150 e 250 mil cópias). Por mais de dez anos, foi o único álbum do Ira! a ter alcançado o status de disco de ouro.

O show do lançamento do LP se deu em uma efusiva apresentação na Praça do Relógio, no campus da USP em 11 de Outubro de 1986 (citado como um dos cem melhores shows já feitos no Brasil em uma edição especial da revista Bizz, em 2005), diante de uma platéia estimada em 40 mil pessoas. O êxito do disco é atribuído a três faixas: “Envelheço na Cidade”, “Dias de Luta” e, especialmente, “Flores em Você”. Construída a partir de um arranjo de um quarteto de cordas e um violão tocado por Edgard acompanhando o vocal de Nasi, foi tema de abertura da novela global “O Outro”, tendo sido uma das canções mais executadas nas rádios brasileiras no período entre 1986 e 1987.

Faixas:

  1. Envelheço na Cidade
  2. Casa de Papel
  3. Dias de Luta
  4. Tanto Quanto Eu
  5. Vitrine Viva
  6. Flores em Você
  7. Quinze Anos (Vivendo e Não Aprendendo)
  8. Nas Ruas
  9. Gritos na Multidão
  10. Pobre Paulista
  11. Não Pague Pra Ver (demo – bônus)
  12. Flores em Você” (demo – bônus)
  13. Pobre Paulista” (demo – bônus)
  14. Nasci em 62″ (demo – bônus)
  15. Tanto Quanto Eu (demo – bônus)

96 – Júpiter Maça – A Sétima Efervescência (1996)

março 24, 2009


Desde que enveredou pela carreira solo, o Flávio Basso trocou a influência do rockabilly por uma sonoridade sessentista, folk num primeiro momento e totalmente psicodélica numa segunda etapa. E é justamente a psicodelia a causa desse disco, A Sétima Efervescência, de 1996.

O que já podia ser percebido na demo anterior a esse álbum, Júpiter Maçã e os Pereiras Azuiz – Ao vivo na Brasil 2000 FM, de 1995, ficou mais claro – e elaborado – aqui. Se a demo era mais roqueira e crua (até por ser uma gravação ao vivo), na estréia em cd os arranjos se sofisticaram e a lisergia tomou conta, com grandes méritos para a produção do Egisto e os arranjos de orquestra do Marcelo Birck.

A primeira faixa, Lugar do Caralho, virou um hino imediato, com direito a regravação por parte do Wander Wildner e tudo. A letra é um convite ao hedonismo: “Eu preciso encontrar um lugar legal pra mim (sic) dançar e me escabelar/Tem que ter um som legal, tem que ter gente legal e ter cerveja barata/Um lugar onde as pessoas sejam mesmo afudê/Um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas/Um lugar do caralho”. A música seguinte, As Tortas e as Cucas, castiga na lisergia, com vocal “pastoso” e dobrado. A letra fala de conversas com pedras e passarinhos (alguém aí falou em ácido?), numa viagem das boas. Um solinho de flauta é o complemento ao bucolismo da história.

Faixas como Querida Superhist x Mr Frog até dispensam comentários, bastando ler o título pra perceber o clima de psicodelia. Pictures and Paintings é um iê-iê-iê anfetamínico, tanto na música como na letra: “Quero toda sua chinelagem/Quero a metade do seu microponto/Yeah you, you, yeah, yeah, yeah, yeah, you/Yeah you do!”. Obras como Eu e Minha Ex deveriam entrar pro rol das melhores composições já feitas, uma excelência em termos de arranjo e tema. Só por ter um refrão com a seguinte pérola: “Eu e minha ex queremos amizade/Mas acho que eu não superei/Talvez ainda goste dela”, já justificaria a execução obrigatória em todas as cerimônias cívicas. O arranjo… bem, o arranjo é do mestre Birck, o que significa muita coisa. Grandioso é o mínimo que se pode dizer dele, com violinos, violoncelos, trompete e fagote.

Walter Victor é uma espécie de jovem guarda subversiva. O ritmo é puro Renato e Seus Blue Caps, mas a letra é quase um relatório médico sobre os efeitos de boletas em geral: “Walter toma suas bolas farmacêuticas/Sua boca fica mole, palavras gozadas” Uma harmônica anuncia As outras que me querem e a sacanagem que vem por aí: “Eu só fodo com você nessa fase atual da vida que eu tô levando/Mas às vezes me pergunto se eu não devia estar comendo as outras que me querem”. Na segunda estrofe, o outro lado do relacionamento é discutido: “Eu creio que você às vezes queira dar pra outros carinhas no pedaço/Não, não acho tão legal/No entanto uma questão da gente sentar e conversar”. Simples, não?

O Novo Namorado tem o verdadeiro “sixty groove”, com o teclado do Frank Jorge inaugurando a festa. A estrutura é aquela em que a música começa pelo refrão e depois vem a estrofe, que mostra as contradições dos relacionamentos atuais: “Mundo moderno, alguém me dizia/Todo mundo come todo mundo”/ Mas eu tô querendo/Querendo trabalhar meu lado sensibilidade/Agora eu quero só você pra gostar de verdade”.

Outras que não necessitam de análise são Miss Lexotan 6 mg e The Freaking Alice (Hippie Under Grove). Os nomes dizem absolutamente tudo que se precisa saber. Já Essência Interior merece algumas palavras. É uma música totalmente hipnótica, quase um mantra. E tem uma das melhores letras, sem dúvida: “Quando você der para outro cara/Lembre-se que alguém se masturba/Alguém do outro lado da cidade/Se sente em sintonia e pensa em você/Estou ligado na sua essência interior”. Na seqüência, vem a sugestiva Canção para Dormir, com seu clima fantástico. E pra fechar a viagem, as colagens bizarras de A Sétima Efervescência Intergaláctica, com frases soltas de algumas faixas anteriores e vários barulhinhos estranhos.

Uma informação histórica importante é que esse álbum influenciou toda uma geração de bandas psicodélicas gaúchas e até nacionais. O lado ruim disso foi a semente que originou o desnecessário movimento mod porto-alegrense no início dos anos 2000. De qualquer forma, a audição de A Sétima Efervescência é mais do que recomendada. É obrigatória. Por Eduardo EGS

1. Um lugar do caralho
2. As tortas e as cucas
3. Querida superhist x Mr Frog
4. Pictures and paintings
5. Eu e minha ex
6. Walter Victor
7. As outras que me querem
8. Sociedades humanóides fantásticas
9. O novo namorado
10. Miss lexotan 6 mg garota
11. The freaking Alice
12. Essência interior
13. Canção para dormir
14. A sétima efervescência intergaláctica

Júpiter Maça – A Sétima Efervescência

99 – RPM – Revoluções por Minuto (1985)

março 23, 2009

No mês de maio de 85 chega às lojas Revoluções Por Minuto, no vácuo de um país ainda perplexo com a morte de Tancredo Neves. O misto de paixão platônica e pretensa declaração de amor de “Olhar 43” emplaca nas rádios e abre caminho para que outras faixas, mais politizadas e/ou conceituais, façam o mesmo. As faixas do disco tratam também de temas como política internacional e transformações sócio-econômicas. Um elemento estranho são os climas soturnos dos arranjos de Luiz Schiavon. O sucesso do álbum é tanto que o RPM emplaca rapidamente uma seqüência de hits no rádio (oito entre as onze faixas do álbum) e chega à marca de 100.000 LPs vendidos (disco de ouro). Revoluções por Minuto chegou a vender 300 mil cópias.

Tracklist:

  1. Rádio Pirata
  2. Olhar 43
  3. A Cruz e a Espada
  4. Estação no Inferno
  5. A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade
  6. Louras Geladas
  7. Liberdade/Guerra Fria
  8. Sob a Luz do Sol
  9. Juvenilia
  10. Pr´esse Vício
  11. Revoluções por Minuto
RPM – Revoluções Por Minuto (1985)

100 Maiores Músicas Brasileira – Vol.10

maio 27, 2010

91 – Felicidade – Caetano Veloso
É difícil encontrar quem não conheça essa toada triste e gentil. Canção de feitio rural que não escapa à regra de idealizar a vida no campo, “Felicidade” não tem a carga de violência poética da fração mais celebrada da obra de Lupicínio, os catárticos sambas vingativos. Sucesso na voz do Quitandinha Serenaders em 1947, “Felicidade” foi reapresentada ao Brasil por Caetano Veloso em 1974.

92 – Tico Tico no Fubá – Ademilde Fonseca
A obra de Zequinha de Abreu foi apresentada pela primeira vez em 1917. Na década de 1940, atingiu o auge da popularidade. Muito contribuiu a internacionalização da música, capitaneada pelo cinema norte-americano, que a usou em cinco filmes – inclusive, em Copacabana (1947), em que foi eternizada por Carmen Miranda. Sua versão de maior sucesso é de 1942, com Ademilde Fonseca.

93 – Casa no Campo – Elis Regina
A sensível canção nasceu em 1971 durante uma viagem de ônibus entre Brasília e Goiânia, numa turnê em que o grupo Som Imaginário acompanhava Gal Costa. Ao observar a paisagem, Zé Rodrix teve a inspiração e escreveu a letra. Mostrou os versos a Tavito, que os musicou assim que chegaram ao hotel. Em 1972, foi gravada por Elis Regina e se transformou em clássico.

94 – O Mar – Dorival Caymmi
Nenhum outro compositor da música brasileira retratou tão bem o mar como Dorival Caymmi. Dentre suas canções praieiras, essa, original de 1940, é certamente um dos maiores clássicos e foi gravada, inclusive, em outros idiomas por intérpretes do mundo todo. A vastidão das águas foi a maior inspiração de Caymmi, desde a sua infância: “O mar me acalmou, o mar me trouxe alegrias, o mar me trouxe medo, o mar me mostrou o gosto do mistério”, dizia.

95 – Último Desejo – Aracy de Almeida
O marcante samba-canção “Último Desejo”, do carioca Noel Rosa, foi gravado em julho de 1937 por Aracy de Almeida, conterrânea e intérprete predileta do autor. A gravação, ocorrida nos estúdios da Victor, contou com acompanhamento do conjunto musical Boêmios da Cidade, que tinha entre os seus integrantes o flautista Benedito Lacerda, o preferido de Pixinguinha. O lançamento foi em agosto de 1938.

96 – Disritmia – Martinho da Vila
Qual era a chance de uma música com a palavra “transfundir” em sua letra tornar-se um clássico da MPB? Só uma pérola como “Disritmia” foi capaz de tal proeza. Biscoito fino da malandragem, Picaretagem e poesia, “Disritmia” é melhor depois de um terceiro copo. A versão que o autor, Martinho, fez em 1974 é clássica e foi lançada no LP Canta Canta, Minha Gente. Zeca Baleiro e Ney Matogrosso também gravaram.

97 – Você Não Soube me Amar – Blitz
“Um conjunto jovem com muito bom humor.” Foi assim que o Fantástico apresentou o clipe do maior sucesso da Blitz, em 1982. Tudo fazia sentido: a música estava ligada à atitude e à imagem da banda. E a faixa, por si só, já era um fenômeno: 250 mil cópias do compacto foram vendidas, o que levou ao lançamento do primeiro álbum dos cariocas.

98 – A Noite de Meu Bem – Dolores Duran
o samba – canção ” a Noite de Meu Bem” é a música mais famosa da carioca Dolores Duran e a que mais caracteriza seu estilo “dor-de-cotovelo”. Cantora de sucesso num país que não tem tradição de mulheres no campo da composição, Dolores obteve maior prestígio como compositora após sua prematura morte, aos 29 anos, em 1959 – um mês depois de ter lançado esta música.

99 – Rua Augusta – Ronnie Cord
Os hits do rock brasileiro pré-Jovem Guarda eram, em sua maior parte, versões de canções retiradas do hit parade americano ou italiano. “Rua Augusta”, lançada em 1964 por Ronnie Cord, quebrou essa regra. A canção captura o espírito da juventude roqueira do começo dos anos 60, quando a Rua Augusta (SP) era o local mais descolado do Brasil. Também foi gravada pelos Mutantes e por Raul Seixas.

100 – Los Hermanos – Anna Júlia
Quando foi lançada em 1999, era impossível sintonizar uma rádio e não ouvir “Anna Júlia”. A levada alegre da canção triste agrada já na primeira audição – e puxou o álbum de estreia do Los Hermanos. Apesar de ser exatamente-roqueira (o beatle George Harrison até regravou o solo de guitarra, em versão do ex-Traffic Jim Capaldi), dominou até o Carnaval naquela época – devidamente convertida em axé music.

Nova Lista – 100 Maiores Músicas Brasileira

maio 27, 2010

Salve Galera!

Terminamos nossa lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira, que por sinal só tem albuns e artitas phoda, e agora daremos início a uma outra lista da revista Rolling Stones, lançado em sua edição 37 (Out/2009) onde comemoram o 3º aniversário da revista.

Os 100 Maiores Músicas Brasileiras. Serão 10 Volumes com 10 faixas cada.

Então Vamos ao Som!!

01 – Novos Baianos – Acabou Chorare 1972

maio 27, 2010

Obra-prima dos Novos Baianos, Acabou Chorare é o segundo trabalho do grupo – o primeiro foi É Ferro Na Boneca, gravado em 1970, quando o grupo morava em Sã Paulo. Morando no Rio De Janeiro, os músicos tiveram contato com João Gilberto, que teve influência fundamental para os rumos que a banda teria.
O violonista baiano inspirou Os Novos Baianos a relançarem “Brasil Pandeiro” – samba da década de 1940 de Assis Valente, feito para Carmen Miranda cantar. A faixa-título do disco ficou mais de 30 semanas entre as mais tocadas nas rádios brasileiras. O nome “Acabou Chorare” teria sido inspirado em uma história contada por João ao grupo, sobre sua filha Bebel, que costumava misturar o português com o espanhol (que aprendera no tempo em que morou com os pais no México). Em uma ocasião, Bebel abriu um berreiro ao tropeçar e a frase foi dita para consolar o pai que demonstrava preocupação. O sucesso “Preta Pretinha” foi composto sobre versos de Luiz Dias Galvão, feitos para uma moça que ele conhecera em Niterói.
O disco foi re-masterizado e re-lançado em CD no ano de 2004, em comemoração dos 35 anos da gravadora Som Livre, junto com outros 25 clássicos da música brasileira.

Faixas:

01. Brasil Pandeiro
02. Preta Pretinha
03. Tinindo Trincando
04. Swing do Campo Grande
05. Acabou Chorare
06. Mistério do Planeta
07. A Menina Dança
08. Besta é Tu
09. Um Bilhete pra Didi
10. Preta Pretinha

02 – Tropicália ou Panis et Circencis (1968)

maio 27, 2010


Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram grande impacto em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, no ano de 1967. Ali, foram lançadas as bases para o Tropicalismo em sua versão musical – um movimento que mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o Rock e o Concretismo). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental.
Em maio de 1968, começaram as gravações do álbum que seria o manifesto musical do movimento, do qual participaram artistas como Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé – além dos poetas Capinan e Torquato Neto e do maestro Rogério Duprat (reponsável pelos arranjos do LP).
A primeira música do álbum é “Miserere Nóbis”, de Gil e Capinan. Na seqüência vem “Coração Materno” – canção até então considerada de mau gosto. A faixa-título é interpretada pelo grupo paulista Os Mutantes, com sinais nítidos do conjunto: a psicodelia. “Baby”, grande hit deste álbum, foi cantada por Gal Costa.

Faixas:

1. Miserere Nobis (Gilberto Gil – Capinan) 3:44 Intérprete: Gilberto Gil
2. Coração Materno (Vicente Celestino) 4:17 Intérprete: Caetano Veloso
3. Panis et Circencis (Caetano Veloso – Gilberto Gil) 3:35 Intérprete: Os Mutantes
4. Lindonéia (Caetano Veloso) 2:14 Intérprete: Nara Leão
5. Parque Industrial (Tom Zé) 3:16 Intérpretes: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes
6. Geléia Geral (Gilberto Gil – Torquato Neto) 3:42 Intérprete: Gilberto Gil
7. Baby (Caetano Veloso) 3:31 Intérpretes: Caetano Veloso e Gal Costa
8. Três Caravelas (Las Tres Carabelas) (Algueiro Jr. – Moreau; versão em português: João de Barro) 3:06 Intérpretes: Caetano Veloso e Gilberto Gil
9. Enquanto Seu Lobo Não Vem (Caetano Veloso) 2:31 Intérpretes: Caetano Veloso
10. Mamãe, Coragem (Caetano Veloso – Torquato Neto) 2:30 Intérprete: Gal Costa
11. Bat Macumba (Caetano Veloso – Gilberto Gil) 2:33 Intérprete: Gilberto Gil
12. Hino ao Senhor do Bonfim” (João Antonio Wanderley) 3:39 Intérpretes: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes

03 – Chico Buarque – Construção (1971)

maio 27, 2010
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“Construção” foi o quinto disco do cantor carioca. Lançado em um dos períodos mais críticos do Regime Militar, o álbum representa uma mudança no trabalho do artista. Se antes Chico harmoniza Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em “Construção” o cantor mostrou-se mais ousado – como mostra os versos iniciais de “Deus lhe Pague”, faixa que abre o LP (“Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir”). Em “Samba de Orly”, parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio – o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada. A faixa-título é uma crítica sobre um homem que trabalhou arduamente até sua morte. Não faltaram também o lirismo característico do artista, como demostrado em “Olha Maria” e “Valsinha”.

Faixas:

01. Deus lhe Pague
02. Cotidiano

03. Desalento
04. Construção

05. Cordão

06. Olha Maria

07. Samba de Orly

08. Valsinha

09. Minha História (Gesubambino)
10. Acalanto

05 – Secos e Molhados – Secos e Molhados (1973)

maio 27, 2010
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Secos & Molhados foi uma banda brasileira, criada pelo compositor João Ricardo em 1971. Canções do folclore português, como “O Vira”, misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, entre outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

Secos & Molhados é o disco de estreia do grupo homônimo, lançado em 1973. O disco foi um fenômeno em vendas, recebeu dupla certificação de disco de diamante da ABPD.
Neste trabalho, os S&M incorporaram a músicalidade da MPB da época e colocou toques de rock and roll, baião, folk, jazz, pop e rock progressivo que marcara o início de carreira do conjunto. O compositor principal das canções do disco foi João Ricardo. As músicas misturavam poesias e canção, como foi feito em um dos destaque do disco, “Rosa de Hiroshima”, que é um poema de Vinícius de Moraes. O disco foi um dos mais influentes da época,auge da censura militar no Brasil. A gravação do disco se deu em seis horas diárias durante quinze dias
A capa do disco, uma fotografia de Antônio Carlos Rodrigues foi eleita a melhor capa de disco do Brasil, segundo a pesquisa encomendada pelo jornal Folha de São Paulo em 2001. A capa trazia a cabeça dos integrantes do grupo à venda em uma mesa juntamente com produtos de vendas de secos e molhados.

Faixas:

1 – Sangue Latino
2 – O Vira
3 – O Patrão Nosso de Cada Dia
4 – Amor
5 – Primaveira nos Dentes
6 – Assim Assado
7 – Mulher Barriguda
8 – El Rey
9 – Rosa de Hiroshima
10 – Prece Cosmica
11 – Rondó Capitão
12 – As Andorinhas
13 – Fala

Hello world!

abril 13, 2010

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06 – Jorge Ben Jor – A Tábua de Esmeralda (1972)

março 30, 2010

A tábua de esmeralda (tabula smaragdina) é supostamente o local onde estão contidos os mais antigos ensinamentos sobre a alquimia e a pedra filosofal. A tábua de esmeralda é, ainda, um álbum do cantor, compositor e pai do Sambalanço, Jorge Ben Jor, lançado em 1972, um ano após o lançamento de “10 anos depois”, que reunia as melhores faixas lançadas na carreira de Jorge até então.
Já na música de abertura do seu álbum de 1972, o cantor avisa: “Os alquimistas estão chegando”, anunciando a chegada de um álbum jamais visto antes, que tem como intuito fazer homenagens à ciência que deu origem à química como hoje conhecemos, a alquimia, e aos que contribuíram com ela, especialmente Hermes Trismegisto, e a Nicolas Flamel, autor das imagens trazidas na capa do disco.
A sua homenagem a Hermes vem na décima primeira faixa do álbum, intitulada “Hermes Trismegisto e a sua celeste tábua de esmeralda”, onde conta a história da tábua e faz uma síntese perfeita de tudo o que está escrito nela, até mesmo copiando alguns trechos, como em: “O que está embaixo é como o que está no alto,/ e o que está no alto é como o que está embaixo.”
Mas Jorge não podia dedicar seu álbum inteiramente aos alquimistas sabendo que existe um público sedento do seu irreverente suíngue Benjoriano, então dedicou poucas de suas faixas à ciência (vale ressaltar que, apesar de poucas, são preciosíssimas) e nos deu de presente maravilhas como “O homem da gravata florida”, “Menina mulher da pele preta” e a irônica “O namorado da viúva”, que, com a levada gostosa do violão de Ben Jor e os arranjos de uma banda perfeitamente ensaiada, consagraram o álbum como o meu preferido dentre todos os que o carioca já gravou.
Lista de músicas:
1 – Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben Jor)
2 – O Homem da Gravata Florida (Jorge Ben Jor)
3 – Errare Humanun Est (Jorge Ben Jor)
4 – Menina Mulher da Pele Preta (Jorge Ben Jor)
5 – Eu Vou Torcer(Jorge Ben Jor)
6 – Magnólia(Jorge Ben Jor)
7 – Minha (Jorge Ben Jor)
8 – Zumbi Teimosia Uma Arma Pra Te Conquistar (Jorge Ben Jor)
9 – Brother (Jorge Ben Jor)
10 – O Namorado da Viúva (Jorge Ben Jor)
11 – Hermes Trismegisto e Sua Celeste Tábua de Esmeralda (Jorge Ben Jor)
12 – Cinco Minutos (Jorge Ben Jor)

07 – Milton Nascimento & Lô Borges – Clube da Esquina (1972)

março 30, 2010

O Clube Da Esquina foi um movimento musical que nasceu na região das Minas Gerais. Entre suas propostas, estava principalmente a fusão do Regional com o Pop, ou seja, uma espécie de Antropofagismo, como provavelmente gostaria de colocar Oswald De Andrade. De certa maneira, pode-se dizer que isto seria alcançado pelo aproveitamento de elementos da música global daquela época, como o Jazz e o Rock’N Roll, este último representado na época por nomes como os Beatles e os Rolling Stones; e elementos nacionais, como a Bossa Nova.

O movimento se consolida a partir do lançamento do incrível disco homônimo, em1972, creditado a Milton Nascimento e a Lô Borges. A capa trazia a foto de dois meninos (um negro e um branco), na beira de uma estrada em Nova Friburgo. O disco, até por sua extensão (são 21 composições), consegue representar muito bem o que o próprio movimento propunha: Consegue explorar a diversidade de influências da época, juntando sempre elementos brasileiros e regionais e navegando pela música erudita, pelo rock e pelo Jazz. Algumas canções até manifestam o engajamento político de então, como são exemplos “Cais” e “San Vicente”.


Faixas:

1. Tudo que você podia ser (Márcio Borges – Lô Borges)
2. Cais (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
3. O trem azul (Lô Borges – Ronaldo Bastos)
4. Saídas e Bandeiras nº 1 (Milton Nascimento – Fernando Brant)
5. Nuvem cigana (Lô Borges – Ronaldo Bastos)
6. Cravo e canela (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
7. Dos cruces (Carmelo Larrea)
8. Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges – Lô Borges)
9. San Vicente (Milton Nascimento – Fernando Brant)
10. Estrelas (Márcio Borges – Lô Borges)
11. Clube da Esquina nº 2 (Lô Borges – Milton Nascimento)
12. Paisagem na janela (Lô Borges – Fernando Brant)
13. Me deixa em paz (Ayrton Amorim – Monsueto)
14. Os povos (Márcio Borges – Milton Nascimento)
15. Saídas e Bandeiras nº 2 (Milton Nascimento – Fernando Brant)
16. Um gôsto de Sol (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
17. Pelo amor de Deus (Milton Nascimento – Fernando Brant)
18. Lilia (Milton Nascimento – Fernando Brant)
19. Trem de doido (Márcio Borges – Lô Borges)
20. Nada será como antes Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
21. Ao que vai nascer (Milton Nascimento – Fernando Brant)

08 – Cartola – Cartola (1976)

março 30, 2010

Quando trabalhava como servente em uma construção civil, Agenor de Oliveira, com medo dos pedaços de cimento que poderiam eventualmente cair em sua cabeça e grudar nos seus cabelos, usava uma chapéu-côco. Desta feira, foi apelidado pelos companheiros de Cartola, nome que se eternizaria nas páginas da história do samba.

Um dos fundadores da Estação Primeira da Mangueira, que nasceu em 1928 do núcleo do Bloco dos Arengueiros, Cartola é apontado como o responsável pela escolha das cores da escola (verde e rosa). Para aqueles que diziam que as cores não combinavam, ele respondia categórico : “Ora, o verde representa a esperança, o rosa representa o amor, como o amor pode não combinar com a esperança?”.

Depois de ser regravado por muitos cantores na década de 30, Cartola saiu de cena, só aparecendo novamente nos anos 50, quando o cronista Sérgio Porto encontrou o velho sambista trabalhando como lavador de carros. De volta a ativa, Cartola ao lado de sua mulher Zica, abriu no Rio de Janeiro o bar do Zicartola, onde o samba era a palavra e a música de ordem.

Mais tarde, somente em 1974, com 65 anos, o sambista lançaria seu primeiro disco, um clássico indiscutível do samba. Novamente pelo selo Discos Marcus Pereira, foi lançado em 1976 o segundo LP de Cartola. Grande sucesso de crítica, o disco teve entre outros sambas “As Rosas Não Falam” e “O Mundo É Um Moinho” (gravação acompanhada ao violão do jovem Guinga) – consideradas obras-primas da música popular -, além de outras composições suas como “Minha”, “Sala de Recepção”, “Aconteceu”, “Sei Chorar”, “Cordas de Aço” e “Ensaboa

Reconhecido como um dos maiores discos da história do samba, suas músicas foram gravadas e regravadas posteriormente por inúmeros cantores.


Músicas:
1. O Mundo é um Moinho
2. Minha
3. Sala de Recepção
4. Não Posso Viver Sem Ela
5. Preciso Me Encontrar
6. Peito Vazio
7. Aconteceu
8. As Rosas Não Falam
9. Sei Chorar
10. Ensaboa Mulata
11. Senhora Tentação
12. Cordas de Aço